A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) foi lançada ao Senado neste sábado, 30 de maio de 2026, em Curitiba, ao lado do pré-candidato ao governo estadual Requião Filho (PDT), que faz oposição ao grupo de Ratinho Junior (PSD). O evento, realizado a partir das 10h no Igloo Super Hall, no Tarumã, buscou reunir 5 mil pessoas para contrapor o comício de direita que ocorreu na mesma região na noite de sexta-feira, 29 de maio. Sob um frio de 11°C, o ato rival havia juntado cerca de 2 mil pessoas para ouvir Sergio Moro (PL), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Rogério Marinho (PL-RN) desferirem ataques ao STF e ao presidente Lula.
A resposta dos progressistas veio com cobranças à régua moral dos lavajatistas, lembrando a suspeição de Moro decretada pelo Supremo Tribunal Federal e os 580 dias de prisão ilegal de Lula em Curitiba, que acabou anulada. A esquerda também explorou o desgaste do deputado Filipe Barros no "caso Master". Barros discutiu com uma jornalista na coletiva do dia anterior ao ser cobrado por ter protocolado, em 14 de novembro de 2024, o Projeto de Lei 4.395/2024, que tem teor muito parecido com uma emenda de Ciro Nogueira (PP-PI) envolvida nas investigações sobre o Banco Master e o dono da instituição, Daniel Vorcaro.
Outro tema central do palanque foi a acusação de traição à soberania nacional contra Flávio Bolsonaro, que viajou a Washington para pedir que Donald Trump classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida do governo americano foi anunciada na quinta-feira, 28 de maio, para passar a valer em 5 de junho, e acabou criticada por Lula na sexta-feira, 29 de maio, como um pedido de intervenção estrangeira que abre as portas para pressões econômicas dos Estados Unidos sobre bancos e empresas brasileiras. Com isso, o campo de Lula tenta amarrar esses escândalos para ditar o rumo da disputa eleitoral de 2026 no Paraná.