O Partido dos Trabalhadores protocolou um recurso no Tribunal Superior Eleitoral na tarde de sexta-feira, dia 11 de setembro de 2026, com o objetivo de reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná que havia deferido o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado Federal. A legenda argumenta que o TRE paranaense desrespeitou um entendimento unânime do próprio TSE de 2023, que apontou fraude à lei na exoneração voluntária de Deltan do Ministério Público Federal em 2021 para escapar da Lei da Ficha Limpa, ressaltando que tal conclusão não poderia ser revista pela corte estadual.
O presidente estadual do PT, Arilson Chiorato, reforçou que a manutenção da candidatura representa um risco democrático e lembrou de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, proferida em maio de 2026, que apontou a inelegibilidade por oito anos desde novembro de 2021 devido ao desligamento para burlar processos disciplinares. O documento protocolado também contesta a tese de que o arquivamento posterior de procedimentos administrativos afastaria os efeitos anteriores, pedindo a reforma do acórdão do tribunal paranaense sem uma data definida até o momento para o julgamento do recurso.
Em nota oficial divulgada no sábado, dia 12 de setembro de 2026, Deltan Dallagnol rebateu as investidas e criticou diretamente a adversária Gleisi Hoffmann e o PT, acusando os oponentes de tentarem vencer a disputa por meio de um "tapetão". O candidato do partido Novo declarou total confiança na justiça e na manutenção de sua candidatura pelo tribunal superior, enquanto a disputa jurídica movimenta os bastidores da corrida eleitoral no estado.