O pré-candidato ao governo paranaense, Requião Filho (PDT), intensifica as conversas de bastidores para atrair o PSB e o Solidariedade para o seu arco de alianças políticas, que já reúne PT, PCdoB, PV, Rede e PSOL. Para vencer a resistência do presidente estadual do PSB, Luciano Ducci, as negociações ocorrem em Brasília com o apoio de Gleisi Hoffmann, embora o líder nacional João Campos ainda priorize a autonomia regional. Por outro lado, o diálogo com o Solidariedade é conduzido localmente com o ex-deputado Galo, que assumiu o comando da sigla em abril, logo após a saída de Fernando Francischini para o PL, promovendo uma aproximação natural entre as legendas.
Em paralelo às articulações partidárias, Requião Filho e Gleisi Hoffmann preparam um grande ato político em Curitiba no Igloo Super Hall, a partir das 10 horas, para lançar oficialmente suas pré-campanhas ao Palácio Iguaçu e ao Senado Federal. O encontro de mobilização também servirá para apresentar os nomes que vão disputar as vagas para deputados estaduais e federais no pleito.
Com os cargos principais definidos para Requião e Gleisi, as discussões do grupo político concentram-se no fechamento dos postos restantes da chapa majoritária. Fontes de bastidores indicam que o PT, por ser a maior força do bloco, ficará responsável pela escolha do segundo candidato ao Senado, enquanto a definição da vaga de vice-governador está sendo combinada de forma direta com o próprio Requião Filho.